Buscando um caminho quando…

Ei, você? Como pode ignorar assim a imagem criada por sua semelhança espelhada?

Quem? Eu? Não passa de nada, apenas um reflexo!

Como ousa? Não sabe que tudo que se imagina vive.

A vida de nada vale se dela não se vive há nenhum instante.

Espere, eu disse para esperar. Não pode continuar me ignorando.

Lógico que como posso, já assim estou a fazer, agora saia logo, não vê que me ocupo de algo?

Ocupar-se-á de mim agora, sou sua única causa.

Depois eu que sou o egoísta.

Egocêntrico.

Que seja, agora, bom dia e Adeus.

Eu já disse, vou ficar com você, não tenho para onde ir e você me tirou de onde estava.

Ora, onde já? Pensas que é quem para falar que eu o fiz sem ao menos lembrar-me de ter feito algo por alguém?

Fez sim e sabe muito bem que tem feito, salvaste minha vida, agora tens responsabilidade de mim.

E assim nasce meu filho ingrato que afirma sua salvação e agradece com punição seu herói e salvador!

Herói? Já está insano é? Se lembro-me bem, foi vossa magnitude que me enfiou em enrascadas.

Agora sou vilão? Ladrão cruel e mórbido de alma que destruiu tal pureza bela de um jovem sem causa.

Eu ainda tenho causa seu louco. Acho melhor ir sozinho, assim não me arrisco a pegar sua doença mental.

A sanidade insana do louco deturpado é sua perturbação mal compreendida da verdadeira insana falta de humanidade do homem, já mostra você tão jovem a incompreensão da insana sabedoria das palavras nunca ditas e sim cantadas pelo coração.

O que você quer disser com isso?

Digo que não me agrada e preferia ter o contrario, mas se afirma ser minha responsabilidade, responsabilidade eu a irei vir a ter, do contrario seria eu indigno de minha própria vida.

Então posso ir com você?

Não me faça responder aquilo que já sabes garoto imprudente.

Velho insano e demente.

Moleque ingrato e doente.

Então? Aonde iremos?

Iremos para Lá, ou para o outro lá também, seguindo o contrario de onde viemos e buscando o caminho para onde queremos.

Você também está perdido não está?

Como ousa subjugar minha astúcia?

Está sim.

De fato, mas seguiremos assim mesmo.

Que escolha tenho eu?

A de ficar calado. 

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