O desenhista

Ele se concentrava em cada traço, ia e vinha, vinha e ia, firme e delicado seus dedos pincelavam como se o lápis um pincel e a folha sua tela.

Em cada rastro o grafite deixava parte de sua alma, se tornava vida em forma e sentimento, um lugar ou pessoa.

Já criou mundos e seres incríveis, fez animais e objetos, cada um com sua arte dividindo o dom de seus sonhos, e quando às vezes ele falhava e sua criação abominava, assim ela se perdia; amassada, abandonada, eternamente maltratada e jamais apreciada se não for recuperada.

Suas lagrimas e suor, noites e dias a dedicar, incompreendido desejando se completar, dias e noites sem descansar, sua mão ia e vinha, vinha e ia para seu coração se aquietar.

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