A dama carente

Negra e pálida, em forma de donzela.

De sombra cadente, escorrendo em terror.

Habitando quase solitária sua fortaleza nos sonhos.

Realizando sóbrios desejos em caos tortuoso.

Anseia cruelmente por vulgos prematuros.

Trocando sua parte, barganha de seu corpo.

Jamais satisfeita se lamenta e se distorce.

Cercada de infinitos fetos eternos a torturar.

Eles rastejam em sua volta clamando por amor.

Oh, sombria dama de imensurável carência.

Pedindo sempre insatisfeita por mais rejeitados da vida.

Substituindo-os por rejeitos de sua própria essência.

Deixando monstros qualquer em uma outra existência. 

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